terça-feira, 7 de agosto de 2012

ENTREVISTA REVISTA EX./2012: EMILIANO D'AVILA


ENTREVISTAS REVISTA EX.
COM:
"EMILIANO D'AVILA"



.
.
CONFIRA:

Emiliano D’Avila
Oi oi oi! O ator, que interpreta o Lúcio de Avenida Brasil.
.
OI, OI, OI
Revelação na pele do esperto Lúcio de Avenida Brasil, Emiliano D’Avila conquista espaço na TV, não gosta de estar solteiro e avisa: “a gente está na vida para se arriscar”.

Alguns trechos da entrevista:
“Nunca tive aquele desespero para brilhar. Fui fazendo meu teatro, buscando minha formação. Essa loucura pelo sucesso é uma coisa muito do Rio e é bem diferente do que era meu mundo de teatro em Salvador. Mas que bom que fui abarcado e as coisas foram se encaixando. Além de talento e trabalho, acho que tive muita sorte também.”

Sobre seu trabalho ele disse:
“Adoro esse reconhecimento porque é sinal de que tenho feito um bom trabalho. Assédio mesmo eu sinto em eventos onde apareço como o ator da novela, o que é quase um personagem.”

O ator explica que não compactua com nenhuma espécie de machismo: “Não julgo uma garota pegadora. Se o homem pode ser por que a mulher não pode? E, se ela deixar o cara inseguro, qual o problema? O que é segurança? Existe alguma coisa segura? A gente está na vida para arriscar!”
.
.
SERVIÇO:
Texto: Da Redação.
Fotos: José Bispo.

ASSISTA AO VÍDEO DO ENSAIO:



.
.
VEJA OUTRAS IMAGENS...






VEJA TAMBÉM MATÉRIA COM: "VLADIMIR BRICHTA"

_______________________________________________________


ENTREVISTAS REVISTA EX.
COM:
"VLADIMIR BRICHTA"


.
.
CONFIRA:

Vladimir Brichta 
O ator mostra o que o (falso) baiano tem e por que conquistou a vilã do ano. 
Aos 36 anos, o ator Vladimir Brictha faz um balanço dos anos de carreira e de casamento, e mostra por que conquistou Adriana Esteves, a maior vilã do ano. Tufão? Vladimir está mais para furacão.

Vladimir Brichta responde ao “Tudo bem?” com um “Tudo massa! Não fosse esse ombro…”, num baianês levemente domesticado pela TV. Sentado no café de uma livraria carioca, ele segue com o sorriso no rosto enquanto fala da inflamação que o tem impedido de surfar, algo que faz há 25 anos. “É só um sinal de que as coisas estão mudando”, comenta. E tenta desafiar minha impressão de que ele poderia fazer o papel dele mesmo de dez anos atrás sem nem precisar de maquiagem. Foi nessa época, começo dos anos 2000, que Vladimir despontou como galã na TV, depois de uma década de ralação nos palcos baianos – na verdade ele é mineiro, mas se mudou para Salvador ainda criança. Hoje, aos 36 anos, é visto como uma espécie de galã cômico. “Não me chatearia se virasse um Ben Stiller brasileiro. Mas, definitivamente, não sou feliz se só fizer humor, ou melhor, o mesmo tipo de humor”, afirma, citando Armani, seu personagem no seriado global Tapas e beijos, um arquétipo constante no currículo dele, agora explorado de outra forma: “Isso para mim é uma vitória muito grande”. 

Outra conquista é a estreia como produtor – e ator – de uma montagem de Arte, texto sobre amizade repleto do humor ácido da escritora francesa Yasmina Reza, conhecida também por Deus da carnificina, em cartaz no Rio de Janeiro. Vlad, como é chamado pelos amigos, ainda protagoniza dois filmes com estreia prevista para este ano: a comédia lúdica Minutos atrás, de Caio Sóh, e Coração invisível, de Bernard Attal, que trata de autoconhecimento. 

 “A paternidade, para quem a exercita, é uma prática constante de ir além de si mesmo. Exige, encanta, estimula, provoca”.  

Vira-lata 
O ator fala do último longa com brilho nos olhos e conta que foi jogado para o mundo do além-umbigo muito cedo. Foi pai aos 21 anos, ficou viúvo da cantora Gena Carla Ribeiro aos 24 e enfrentou uma longa luta judicial com a avó materna pela guarda da filha, da qual saiu vitorioso. “A dor sempre traz amadurecimento. E a paternidade, para quem a exercita, é uma prática constante de ir além de si mesmo. Exige, encanta, ameaça, estimula, provoca, desafia”, diz. Além de Agnes, hoje com 14 anos, é pai de Vicente, 5, do casamento com a atriz Adriana Esteves – e mora também com Felipe, 12, filho dela com o ator Marco Ricca. “Agnes tem Adriana como uma segunda mãe, Felipe mora uma parte do tempo com o pai e Vicente é o catalisador disso tudo. Nossa vida em família é um barato! É delicioso quando os adultos envolvidos colocam suas questões afetivas de lado e são capazes de compreender com maturidade que as coisas se reorganizam”, resume. 

 “Ele tem um domínio, uma graça e uma inteligência que fazem falta nestes tempos em que humor se confunde com insulto”, Wagner Moura.   

Juntos há nove anos, Adriana esteve ao lado de Vlad quando ele passou por uma crise de insatisfação com seu trabalho. “Ela apontava algumas cenas e dizia: ‘Você mecanizou!’. Fiquei chateado, mas ela tinha razão. E mudar aquilo não era tão simples. Foi um estímulo para me inquietar, ir à terapia. Aprendi a ficar mais presente e íntegro nas minhas opiniões. Antes, não sabia se as escolhas eram minhas ou se eram para agradar ao próximo”, explica. Emílio de Mello, diretor de Arte, fala que, de fato, Vlad tem sempre uma opinião sobre o que faz. “É um ator aplicadíssimo, cheio de recursos, criativo, dedicado, carismático, generoso e um piadista profissional”, descreve. E finaliza: “Impossível ficar ao seu lado sem dar uma boa risada, seja no palco ou na vida”. 

A atriz Fernanda Torres, que contracena com Vladimir em Tapas e beijos, concorda. E conta que, quando o conheceu, durante as gravações de um comercial de cerveja, ficou impressionada com o tríceps do rapaz: “Cheguei a pensar que ele fosse só isso. Só me atentei para o ator extraordinário quando o vi no musical Os produtores. Hoje tenho a sorte de trabalhar com ele”, comemora. “Além de ótimo companheiro, tem histórias impagáveis, principalmente da época de vira-latisse que ele e a leva de baianos divertidíssimos, Wagner Moura e Lázaro Ramos, viveram antes de ficarem famosos.” O amigo e ator Wagner enfatiza que, desde que se conheceram, em 1996, ele e Vlad têm sido cronistas e personagens da vida um do outro. “Foi comovente vê-lo fazer Arte com um domínio, uma graça e uma inteligência que fazem falta nestes tempos em que humor se confunde com grosseria e insulto. Me dá um orgulho tão grande... O tempo vai passando e vão ficando nas nossas vidas os que realmente importam. Ele é das pessoas que mais importam para mim.” 




Amor consciente 
Vlad é um querido unânime que sempre gostou de viver rodeado de gente: amigos, família, mulheres – sempre casado. Eram poucos os momentos dele com ele mesmo. Depois de seis anos de análise, agora lida melhor com a sua individualidade e isso tem feito a diferença. “Percebi que o casamento fica muito melhor quando você se afirma como indivíduo. No começo do relacionamento com Adriana, a gente tinha pressa de viver e acabava se atropelando. Hoje, tentamos criar e viver determinadas coisas que são urgentes naquele momento, sem atropelos. Não basta amar, tem que se amar bem”, conta ele, que faz surpresas e dá presentes “fora de data” à mulher. Mesmo agora, com o sucesso retumbante da personagem Carminha em Avenida Brasil, que exige dedicação exaustiva de Adriana, eles dão um jeito de ter um encontro especial no meio da semana. Vlad enumera predicados para falar do trabalho da mulher e se diverte quando é apontado na rua como “o marido da Carminha”. “Eu respondo: ‘Pode me chamar de Tufão!’.” 

 “[o assédio] tem a ver com a maneira como você se comporta. Estou muito bem no meu casamento, não dou abertura para isso”.

O ator ainda conta que o assédio das mulheres, intenso nos seus primeiros anos de TV, diminuiu drasticamente. “Acho que tem a ver com a maneira como você se comporta. Como estou muito bem no meu casamento, não dou abertura para isso. Pode ser também o medo da Carminha!”, diverte-se. Lembrando do ombro, ainda sugere: “Ou estou ficando velho!”. Sem drama. Segundo ele, são só limitações físicas que lhe trazem o lado bom do autoconhecimento. “Hoje percebo a hora que preciso parar, respirar, descansar. Meu ombro poderia estar melhor há dez anos, mas prefiro minha segurança, minhas escolhas e o sentido que as coisas têm agora. Só falta o ombro ficar bom e a coluna começar a doer”, finaliza. Aos risos, claro.
.
.
.
SERVIÇO:
Texto por Sara Stopazzolli 
Fotos Jorge Bispo / 
Estilo: Ana Hora 
Assistente de foto Victor Jucá 
Assistente de estilo Giulia Hora Roly 
Agradecimento Casa 32
Site: TPM.



ASSISTA AO VÍDEO: 


.
.
.
VEJA OUTRAS IMAGENS...






VEJA TAMBÉM MATÉRIA COM: JOSÉ LORETO.



________________________________________________________


ENTREVISTAS REVISTA EX.
COM:
"JOSÉ LORETO"

.
.
CONFIRA:


José Loreto 
O Darkson de Avenida Brasil mostra porque sua audiência sobe dentro e fora da novela. 
Sucesso como o malandro Darkson de Avenida Brasil, o estreante José Loreto conquista a vizinhança do subúrbio e cativa a plateia na Zona Sul. 

Acabou o refresco. O que antes era um mergulho solitário na piscina do condomínio onde mora – sozinho –, na Barra da Tijuca, virou atração das vizinhas cariocas. José Loreto tem atraído plateia. Quer dizer, não só lá, mas por onde passa: da farmácia ao shopping, os comentários chegam aos montes. Até elogio de um segurança ganhou. “Pensei que ia levar um esculacho, mas ele veio falar que eu tava arrebentando”, lembra. 

Mostrando certa timidez, o ator anda vivenciando o assédio, que ganhou força por causa do sucesso de Avenida Brasil, sua estreia em uma novela das nove. A parte boa é que, no papel do malandro Darkson, locutor de uma loja de roupas femininas no fictício bairro do Divino, onde anuncia calcinhas no meio da rua, as abordagens são bem-humoradas. “As mulheres me pedem calcinhas, falam que, se eu não der certo como ator, tem uma loja de lingerie pronta para eu tocar em qualquer lugar”, conta, com um carregado sotaque carioca. Enquanto fala do trabalho, Zé não disfarça a empolgação – aliás, empolgado é uma das palavras que mais repete depois de “maravilhoso”, adjetivo que tem usado para caracterizar tudo: o personagem, o momento profissional, o contato com os fãs... 

Quem planta... 
Zé diz ter “se entregado 400%” para conseguir o papel. Além de passar duas semanas no Saara (área de comércio popular a céu aberto no Rio) para ganhar fôlego para o teste – chegou a fazer bico de vendedor para pegar os bordões dos locutores de rua –, frequentou bailes charme, um hip-hop mais soft, na Gafieira Estudantina. “Nem sabia que conseguia dançar. Só fazia a dança do ombrinho. Agora, se tenho folga, vou para o baile. Estou quase no nível avançado”, brinca. 

A disciplina e a concentração que o ajudam na rotina – ele grava pelo menos quatro dias na semana – vêm do judô, que pratica desde os 5 anos. Faixa preta, acredita que o esporte o deixou mais desinibido nas cenas em que precisa aparecer nu. “Já tive que me pesar pelado na frente de um monte de gente. Então, acho que me acostumei e nem ligo de fazer cenas de sexo com a equipe olhando”, explica. 

 “As mulheres me pedem calcinhas, falam que, se eu não der certo como ator, tem uma loja de lingerie pronta para eu tocar em qualquer lugar” 

 Entre ele e Darkson, seu personagem, Zé enxerga o mesmo “lado bonzinho”. “Ele sabe o que é certo e dá bronca quando o pai [vivido pelo ator Ailton Graça] erra com a namorada. Sou um pouco assim com os meus amigos quando o papo é mulher”, comenta. Namorando há dois anos uma arquiteta carioca, conta que não gosta nem se imagina sozinho. “O mais legal de um relacionamento é ter intimidade. As pessoas solteiras podem ser até um pouco pudicas por não saber lidar com um corpo desconhecido, não saber aonde ir na hora da transa, por exemplo. E no relacionamento não, você já tem intimidade para fazer o que quer, para também não fazer quando não está a fim. Mas, para manter a paixão, o sexo é fundamental”, teoriza. 

E uma calcinha bege? Faz perder todo o clima? “Não precisa ser muito elaborada, mas também não precisa ser bege, né? Uma pretinha básica ou uma vermelhinha de vez em quando é superatrativa, superatraente. A calcinha é a base da vestimenta feminina, como o Darkson já falou e eu concordo”, resume. 

Nascido em Niterói, formado em teatro pela Casa das Artes de Laranjeiras e em cinema pela Estácio de Sá, demorou para Zé convencer seus pais, um médico e uma professora, da carreira artística. Teve, então, que cursar economia. “Viajei para Hollywood e lá percebi que queria ser ator mesmo. Fiz uma ‘chantagem’ com meus pais, dizendo que só voltaria se me deixassem estudar teatro. Foi assim que entrei na CAL”, recorda. 

Carisma 
Seu primeiro teste para a TV, em 2005, o levou para o elenco de Malhação e lá ficou por dois anos. Participou de alguns seriados, novelas e viajou o país com a peça Garotos, de Leandro Goulart. “Parece que demorou um bocadinho, mas foi perfeito. Deu para conhecer bastante coisa e agora estou preparado”, afirma, aos 28 anos, com um sorrisão no rosto. 

 “As pessoas solteiras podem ser até um pouco pudicas, não saber aonde ir na hora da transa, por exemplo. E no relacionamento não, você já tem intimidade para fazer o que quer” 

 Enquanto apaga as três tatuagens falsas que usa para o personagem, Zé revela um lado doce, quase incompatível com seu porte grande e o 1,84 metro de altura. Fala com admiração dos ídolos com quem contracena, como o ator Marcos Caruso. Outro dia contou para a namorada: “O Caruso disse que meu trabalho estava muito bom. Pra você entender como isso é importante, é como se Oscar Niemeyer te elogiasse”. Caruso retribui: “Admiro a energia cênica dele. Admiro os obstinados, e o Zé é um deles. Vejo a determinação, o estudo e a pesquisa impregnando o seu trabalho”, crava. E acrescenta: “Ele alia três condições básicas para o trabalho do ator: a curiosidade, a inteligência e a disponibilidade. Além do carisma, que não se adquire. Ele teve a sorte de tê-lo”. Quem cruzar com José Loreto ao vivo vai concordar com Caruso – e até querer usar o megafone de Darkson para avisar que o Brasil acaba de ganhar um novo candidato a galã.

.
.
ASSISTA AO VÍDEO:
.
.
.
VEJA OUTRAS IMAGENS...














.
.
.

VEJA TAMBÉM MATÉRIA COM HENRI CASTELLI.

________________________________________________________

.
ENTREVISTAS REVISTA EX.
COM:
"HENRI CASTELLI
.
.
CONFIRA:

Henri Castelli
Galã há quase 15 anos, o ator sempre lidou com ti-ti-tis inventados.
.
Sol, piscina, sunga, uma equipe de oito pessoas ao redor e curiosos na janela. Henri Castelli não está nem aí. Parece muito à vontade em frente às lentes. Brinca com os cachorros que aparecem durante as fotos, nada, faz embaixadinhas e zomba da sugestão do fotógrafo de fotografá-lo nu, na piscina. Seu corpo torneado e bem distribuído no 1,84 metro de altura o deixa tranquilo. A câmera também não assusta, afinal, está acostumado com equipamentos bem mais imponentes nos estúdios de TV – onde já ficou absolutamente nu algumas vezes. O ensaio para a Tpm seria um passeio, não fosse o detalhe: depois do ensaio haveria uma entrevista.

De camiseta e boné, Henri já não está mais tão à vontade – ele não é muito de dar entrevistas. Geralmente, o que se ouve falar dele ou foi dito por outras pessoas ou “é mentira mesmo”. Mede as palavras e evita comentar histórias que já não sejam de conhecimento público. Cada vez que anoto uma palavra no bloquinho ele estica o olho e faz uma pausa na fala. Desisto das anotações. Pego um copo e me sirvo de cerveja – ele já tem um, e está cheio. Largo a caneta e miro seus imensos olhos verdes. Ele crava os olhos nos meus e, assim, num papo, fica um pouco mais confortável.

Um dia antes do ensaio, e nos dias que se seguiram a ele, a imprensa especializada em celebridades insistiu em dizer que Henri estava terminando o namoro com a atriz Fernanda Vasconcellos, sua namorada há três anos e meio. Ele garante que não e explica que durante um período recente a diferença de horários de trabalho atrapalhou os dois. Enquanto ele ensaiava uma peça à noite, ela gravava durante o dia. “Isso fez com que nos víssemos menos e, por estarmos saindo um sem o outro, disseram que estávamos nos separando, acho que é isso...”, tenta explicar. Ele não sabe muito o que nem por que estão dizendo isso e não se interessa em tentar descobrir. “Há 15 anos falam coisas de mim. Nos primeiros três me importava, ficava chateado. Depois passou”, diz. Pergunto sobre o fato de questionarem sua sexualidade – uma vez perguntaram para a modelo Isabeli Fontana, sua ex-mulher (com quem teve o filho, Lucas, 6 anos), se ele era homossexual. Henri levanta a sobrancelha: “Podem dizer o que quiserem, né? Cada um fala o que bem entende. Mas mostrar algo de concreto, ninguém nunca mostrou...”.

“Há 15 anos falam coisas de mim. Nos primeiros três me importava, ficava chateado. Depois passou. Cada um fala o que bem entende. Mas mostrar algo de concreto, ninguém nunca mostrou” Ao longo dos anos, enquanto o povo fala, Henri contracena com atrizes como Fernanda Paes Leme, na peça Meu ex- imaginário, em cartaz em Niterói (RJ); Monique Alfradique, no seriado Na forma da lei (2010); Regina Duarte, na macrossérie O astro; e Milena Toscano, no folhetim Araguaia, ambos no ano passado. Seu próximo desafio profissional já está em curso. Ele vai estar no remake de Gabriela, possivelmente no papel do galante Rômulo Vieira, personagem do ator Marcos Paulo na primeira versão.

Quer dançar comigo?

Já mais relaxado com o papo, dá pra ver que Henri é um homem simples, um rapaz de São Bernardo do Campo (SP), que já foi office boy, funileiro, vendedor de loja e bartender. Aos 34 anos, não é afeito a frescuras, intelectualidades refinadas ou modismos. Fala da família, conta detalhes da sobrinha espoleta; de como a irmã, enfermeira, o ensinou a congelar papinha de bebê em potes unitários; da vontade que sempre teve de filhos, depois que o pai morreu de infarto, quando tinha 11 anos, e de como virou pai de todo mundo depois de Lucas nascer. Fala de seus cinco cães (Raul, Boris, Viva, Brahma e Kate) e de como curtia, adolescente, passar o dia em função do jogo de seu time (o São Paulo).

Uma das passagens intrigantes da vida de Henri são as festas de debutante. No começo da carreira, costumava ser contratado para dançar com as aniversariantes, tirar fotos e jantar ao lado delas. Ele franze a testa enquanto lembra de cenas peculiares e faz questão de reforçar que não foi o único a prestar-se a esse papel. “Até o Tony Ramos já fez isso”, diz. De fato parece bizarro – e ele divide essa opinião –, por isso parou quando os convites ainda eram frequentes. “Uma vez a menina não me deixou descer pra festa. Fiquei no camarim até a hora da dança, dancei com ela e tchau. Ela não queria que ninguém tirasse foto comigo. É virar muito objeto, né? Não é legal”, afirma.



E será que esse Henri pré-Globo também era cercado de mulheres bonitas? Ele garante que isso nunca foi uma preocupação. “É sério! Se você perguntar para os meus amigos, eles vão dizer que se tem cinco mulheres escolho sempre a mais feia. Acho o astral mais importante”, solta. Ainda no terreno feminino, ele conta que teve três namoradas sérias: uma é a ex-mulher, a outra, Fernanda Vasconcellos e a primeira, que prefere não identificar, com quem ficou dois anos e se separou para ir morar no Rio de Janeiro. “Só considero namoro pra cima de seis meses. Mas isso não significa que não aconteçam relações rápidas e especiais”, esclarece. Para exemplificar, conta de uma mulher com quem teve um lance forte em dois momentos distintos. Ela chegou a engravidar, mas perdeu o bebê. “Mas nunca foi namorada.”

“Quando você ama a pessoa, na cama é sempre bom. Não precisa ganhar de 10 a 0 toda vez, né? Uma 0 também marca três pontos” E como um namorador de longos período faz para manter a chama do sexo? Primeiro Henri fica vermelho, pigarreia e responde: “O sexo muda, fica diferente... Mas não acho que fique ruim com o tempo. Eu diria que tem fases. Quando você ama a pessoa, na cama é sempre bom. Não precisa ganhar de 10 a 0 toda vez, né? Um a 0 também marca três pontos”, diz, fazendo analogia com o futebol. Falando em metáforas futebolísticas, ele fica mais à vontade: “Tem épocas que você fica igual ao Barcelona, ganhando de 7 a 0 todo jogo. E outras em que fica igual ao São Paulo de agora, ganhando de 1 a 0 e de vez em quando só empatando. Tem vezes em que faz um gol de cabeça aos 46 do segundo tempo, aí é bom pra caramba! É sofrido e bom. Mas, se tem amor, a cama fica maravilhosa sempre”, diz.

A imprensa de fofoca segue martelando a tecla de que Henri e Fernanda estão se separando. Ele garante que não. Se estiver apenas curtindo uma crise de forma discreta – tem todo o direito e nossa compreensão –, pergunto o que ele mais gosta na mulher. Henri pensa, mexe no boné e diz que o importante é o conjunto harmônico. “Acho legal quando as medidas são proporcionais”, diz. Já quando a pergunta é do que não gosta, a resposta vem rápido: “Não gosto de mulher muito magra nem musculosa. Gosto de mulher mais natural”.
.
.
ASSISTA AO VÍDEO:


.
.
.
CONFIRA OUTRAS IMAGENS:







SERVIÇO: PRODUÇÃO DE MODA:
CAMILA NUNEZ
ASSISTENTE DE FOTO: FERNANDO FUCHIGAMI 
PRODUÇÃO: ANA LUIZA TOSCANO

HENRI VESTE:
 CALÇA SIBERIAN,
 SUNGA RICHARDS e
 CUECA LUPO

TEXTO:Lia Bock
FOTOS: Daniel Aratangy




VEJA TAMBÉM MATÉRIA COM MALVINO SALVADOR.

___________________________________________________________
.
ENTREVISTAS REVISTA EX.
COM:
"MALVINO SALVADOR"
.
.
CONFIRA:


Faz sete anos – e sete novelas – que Malvino Salvador não sai do posto de galã da Globo. e sua lista de atributos só aumenta: bom ator, pai atencioso e cuida da casa (e do tanquinho) como ninguém
Em um de seus raros sábados de folga, Malvino Salvador recebe a reportagem em seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo, vestindo calça jeans, camiseta azul e tênis. “Sente onde quiser, tô só terminando de lavar a louça.”
Louça?
É. O ator lava a louça. E também entende de decoração. Foi ele quem escolheu as luminárias da cozinha, assinadas pelo designer Ingo Maurer, feitas com latinhas de sopa Campbell’s, além da mesa de centro, do lustre e do tapete. Lá também vive seu melhor amigo, o chef de cozinha Rodrigo Einsfeld, o mesmo com quem Malvino morou assim que chegou à capital paulista, recém-saído de Manaus. “Nos conhecemos na agência de modelos e rachávamos o apartamento com mais dois. Viramos muito amigos. Dividir a casa com o Malvino é como se só faltasse minha mãe, meu pai e meu irmão para a família estar completa”, conta.
“Talvez tenham criado uma imagem que não corresponde ao que sou. Do pegador, do cara que é um tanquinho e ponto. o problema é que Isso nunca existiu”
Nem bem a entrevista começa, se vê que Malvino tem o riso solto. Basta lembrar da infância – época em que era um menino tímido, cheio de paixões platônicas – que o sorriso aparece. Mas tem também as risadas inesperadas, que são altas, ao falar, por exemplo, sobre a filha Sofia, 2 anos, e o trabalho que a garota vai dar, baseando-se no histórico do pai.

Faz 11 anos que o ator, filho de um engenheiro com uma enfermeira, tomou a decisão de trancar no último ano a faculdade de contabilidade e abandonar emprego certo em Manaus para tentar ser modelo em São Paulo, aos 25 anos. “Estava no momento de me aventurar. Não tinha nada a perder. Se tudo desse errado, já tinha a estrutura pronta me esperando”, conta.
No mesmo ano, fez um teste para o musical Blue jeans e passou. Ali, descobriu sua vocação. Em 2004, estreou em sua primeira novela, Cabocla, de Benedito Rui Barbosa. De lá pra cá, contabiliza mais seis no currículo, incluindo a atual, Fina estampa, em que interpreta Quinzé, o filho mais velho da personagem de Lilia Cabral. “Sete novelas em sete anos. É uma boa média, não é?”, brinca.
Charme natural
O motivo para ser tão requisitado tem explicação. Segundo o diretor-geral do folhetim, Wolf Maya, que também o dirigiu em Blue jeans, Malvino é fundamental em um elenco. “Sua simplicidade, seu charme natural e seu processo de concentração e entrega são a razão de ser sempre chamado. É tão bom trabalhar com ele quanto assistir-lhe”, diz. E completa: “Ele é muito estudioso, fato raro em atores de sua geração”.
Aos 36 anos, o ator não se incomoda em ser apontado como galã, mas também procura outro direcionamento na carreira. “Se o galã funciona na TV, ótimo. Mas tenho outros projetos que não têm nada a ver com isso. Não sou de aceitar rótulos”, solta.
Malvino se empolga ao contar sobre esses tais projetos: reeditar a peça que produziu – e atuou – em 2010, Mente mentira, de Paulo de Moraes, e o filme que começa a gravar no segundo semestre, sobre o lutador de MMA (artes marciais mistas, o antigo vale-tudo) José Aldo, manauense como ele e atual dono do título mundial do UFC (Ultimate Fighting Championship) na categoria peso-pena. “O Malvino vai passar por um processo de ‘desgalanização’ para dar mais verossimilhança ao personagem e se aproximar ao máximo da história de vida do José Aldo. Ele entende e acha isso legal”, conta o diretor do longa-metragem, Afonso Poyart.
A preparação para as filmagens inclui a volta de Malvino ao jiu-jítsu e treinos intensos de boxe, que pratica diariamente há quatro anos. É por causa do esporte que ele mantém o abdome tanquinho – um dos mais comentados do Brasil –, fato que já o incomodou. “No início da carreira talvez tenham criado uma imagem que não corresponde ao que sou. Do pegador, do cara que é um tanquinho e ponto. Não que agora esteja brigando para mudar essa ideia, mas o problema é que isso nunca existiu”, declara.
Para não se estressar, ele faz piada.Outro dia mesmo tirou sarro do ator José Mayer, que interpreta seu pai em Fina estampa. “Disse para ele se cuidar, porque, se continuar largado, com aquela cabeleira e barbudo, vou tomar o posto dele de galã!”, ri. Mas vaidoso diz que não é. Entre seus cuidados, só entram protetor solar, xampu e condicionador. E quando o cabelo está curto, ele mesmo apara.
“Quando estava solteiro, aproveitava a solteirice mesmo. Saía com os amigos, bagunçava, brincava. mas isso é passado. Já fui um solteiro convicto. Não é porque terminei o namoro que vou me jogar em noitada atrás de noitada”
Malvino só fica mais sério quando questionado sobre o relacionamento com Ana Ceolin Silva, do qual nasceu a pequena Sofia. Vai logo pedindo à repórter que não entre em contato com “a mãe da minha filha” – não cita seu nome nenhuma vez –, pois não quer expor Ana. “Tivemos um relacionamento curto, que gerou minha linda filha. Temos uma relação saudável. Ela é uma excelente mãe”, encerra.
Mas, quando o assunto é Sofia, ele saca o celular e mostra um vídeo da menina em seu apartamento do Rio de Janeiro, brincando com uma toalha na cabeça. “Agora que ela mora em Brasília, falo com ela por Skype toda semana e viajo até lá quando dá. É o jeito, com tanto trabalho”, explica.
Cada um na sua
Recentemente, Malvino terminou o namoro de um ano e dez meses com a atriz Sophie Charlotte, 22. “Foi um rompimento sem brigas nem mágoas. Os relacionamentos são assim, às vezes perduram, às vezes não. E foi melhor para os dois”, conta. Como trabalham na mesma novela – Sophie faz o papel de sua irmã –, continuam se vendo. “Trabalhar junto não é simples, mas a gente sabe ser profissional e continua se admirando e torcendo um pelo outro. Somos amigos também”, explica.
O relacionamento foi um dos poucos duradouros do ator. “Namorei pouco. Quando estava solteiro, aproveitava a solteirice mesmo. Saía com os amigos, bagunçava, brincava. Mas isso é passado. Já fui um solteiro convicto. Não é porque terminei o namoro que vou me jogar em noitada atrás de noitada. Meu foco é o trabalho”, garante.
Ex-namorado discreto, bom pai, ator dedicado... Enquanto ele fala, contabilizo tudo que disse em duas horas de entrevista.  “Hoje tento ter mais pé no chão e consciência dos meus atos”, finaliza. Acrescento maduro à lista. Ele interrompe a conversa – e meu pensamento –, já que precisa sair para mais um treino de boxe. E só nessa hora me lembro do famoso abdome.
.
.
.
ASSISTA AO VÍDEO DESSA SESSÃO DE FOTOS.
VAMOS LÁ?


.
.
.
.
.
.
.
.
ACESSE SEMPRE E DIVULGUE
REVISTA ELETRÔNICA/2012
www.lucadeoliveira.blogspot.com
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
SERVIÇO:

ESTILO E PRODUÇÃO DE OBJETOS: HELENA LUKO
ASSISTENTE DE MODA E OBJETOS: BARBARA FRIAÇA
ASSISTENTE DE FOTO: JULIA ASSIS
PRODUÇÃO SP: ANA LUIZA TOSCANO
PRODUÇÃO RJ: ANA HORA
ASSISTENTE de PRODUÇÃO RJ: JULIANA COLUSSI
MALVINO VESTE: CAMISETA H&M CALÇA JEANS ELEMENT TêNIS NIKE PARA HOMEGROWN ÓCULOS CARRERA TOALHA ALFAIAS
SHORT TOPMAN CAMISA JEANS ESSENCIAL
SUNGA ACERVO PESSOAL
.
.
.
INFORMAÇÕES:
TPM

Nenhum comentário:

Postar um comentário